Por que repetimos padrões que nos fazem sofrer tanto? A psicanálise clínica pode te ajudar.
- Mateus Dengo

- 19 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de ago. de 2025

Sentir que está preso em um padrão de comportamento é uma sensação comum na nossa sociedade moderna. Há incontáveis maneiras de que isso pode aparecer em sua vida: relacionamentos em que você não se sente valorizado, rotinas de trabalho excessivamente cansativas, bloqueios criativos, dificuldades em expressar certas emoções aos outros, entre outros. Ainda assim, podemos trazer uma infinidade de exemplos, mas o motivo dessas situações é sempre individual e tem suas próprias particularidades.
A questão é que, muito provavelmente, esse padrão está relacionado a sua história de alguma forma e a razão pode esconder algo reprimido. Esse movimento é um mecanismo de defesa psíquico, buscando evitar um sofrimento ainda maior. No entanto, se o sofrimento é apenas acobertado ao invés de compreendido, a tendência é que ele seja uma constante em sua vida. Você não precisa viver assim, preso em um ciclo interminável. Há outras formas de construir sua própria vida.
Você não precisa se prender em um relacionamento só por segurança, não precisa sacrificar sua vida para render mais no trabalho, não precisa esconder seus sentimentos por achar que ninguém vai te compreender. Esses padrões podem ser uma prisão para você. No entanto, a melhor forma de rompê-los é saber que antes de eliminá-los, você deve buscar entendê-los. Essa repetição quer te dizer algo. Ela é uma maneira deslocada de comunicação.
Não há uma fórmula mágica para desvendar o que o seu padrão significa. Ao contrário, os motivos sempre são particulares. Cada pessoa tem a sua própria forma de expressão, até mesmo quando se expressa inconscientemente. Todos somos atravessados pela nossa história de vida, e os nossos afetos não são uma exceção.
Contudo, podemos separar alguns dos motivos mais comuns de maneira mais superficial. Algumas pessoas se prendem em padrões repetitivos como uma forma de manter o controle sobre a própria vida. Para outras, o sofrimento já se tornou uma constante em sua vida a ponto de terem medo de viver de outra maneira. Por mais contraintuitivo que pareça, existem pessoas que têm mais medo do desconhecido do que da angústia. Se eu vivi a minha vida inteira sofrendo, ainda serei eu mesmo se viver de outra maneira? Há outra maneira de viver que eu não conheço?

Essas questões são pontos importantíssimos a se refletir, e a resposta para as duas perguntas é sim. Sempre existem novas formas de viver a própria vida. Obviamente, isso envolve uma transformação, mas ninguém precisa construir a própria identidade conectada intimamente com o sofrimento. Não somos amaldiçoados a sofrer sempre pelo mesmo padrão, por mais que frequentemente pareça um beco sem saída. Essa sensação se dá porque não sabemos que há outros caminhos possíveis. Por isso o processo terapêutico pode te ajudar. Afinal, a psicanálise clínica é a terapia do caminho não percorrido.
Meu trabalho te guiará a reflexões sobre o significado desses padrões, e assim que tivermos uma compreensão sobre o que ele quer dizer, podemos pensar juntos: ainda vale mantê-los?


